Toffoli abre nova divergência em voto sobre descriminalização do porte de maconha

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu uma nova divergência no julgamento sobre a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal. Em seu voto, nesta quinta-feira, ele avaliou que o artigo 28 da Lei Antidrogas é constitucional e pediu que o Congresso Nacional e Poder Executivo construam uma política nesse sentido. O magistrado também disse haver omissão do Estado para tratar do tema. “Há omissão dos órgãos reguladores em enfrentar esses problemas, que acabam se tornando litígio. Afinal, estamos julgando aqui um caso concreto de um cidadão que foi pego com 3g de maconha”, defendeu. Até o momento, foram 5 votos favoráveis à descriminalização do porte, 3 pela criminalização e o novo entendimento trazido por Toffoli, de que o porte não seja tornado crime, mas sim, passível de medidas alternativas, como advertência, tratamento e previsão de medidas socioeducativas. Após o voto, o julgamento foi interrompido e deve ser retomado na próxima terça-feira, quando deve haver a busca por um consenso sobre o tema ou novo pedido de vista. (Metrópoles)

Mais de 1 mil pessoas morrem em onda de calor durante peregrinação a Meca

O calor extremo que atinge a Arábia Saudita já matou mais de 1 mil visitantes de Meca, a cidade sagrada dos muçulmanos, até esta quinta-feira. No total, 1.081 pessoas de cerca de dez países morreram desde o início da peregrinação, sendo que 630 delas estavam irregulares no país. A peregrinação a Meca é um dos cinco pilares do islã, levando milhares de fiéis à região, mesmo aqueles que não têm condições de pagar pelas autorizações oficiais para entrar no país. A data mais uma vez coincide com o início do verão no Hemisfério Norte, que tem registrado seguidas ondas de calor nesta época do ano. O centro meteorológico nacional relatou uma máxima de 51,8ºC na Grande Mesquita de Meca nesta semana. (Guardian)

Quantos abortos eu já fiz?

Há gente com dúvidas honestas e que tenta entender por que gente como eu levanta a bandeira do aborto legal. Mas a maioria das perguntas é passivo-agressiva. Selecionei as piores perguntas que chegaram na última semana sobre a discussão do PL 1.904, que ganhou a alcunha de PL do Estupro.

Após crítica de Lula ao Copom, dólar fecha a R$ 5,462, maior cotação no atual governo

Apesar de ter iniciado o dia em baixa, como reação à decisão do Copom de manter a Selic em 10,5% ao ano, o dólar virou para o campo positivo e fechou com alta de 0,38%, a R$ 5,462, maior valor desde os R$ 5,498 de 22 de julho de 2022. Assim, a cotação é a maior registrada no atual governo Lula. E é uma resposta à entrevista do presidente a uma rádio do Ceará em que questionou a autonomia do Banco Central e criticou o fim do ciclo de corte dos juros. Já o Ibovespa encerrou a sessão pós-Copom com ganho de 0,15%, aos 120.445,91 pontos, emendando a terceira alta seguida. Em Nova York, os três principais índices oscilaram muito e fecharam com resultado misto. Dow Jones avançou 0,74%, enquanto S&P 500 recuou 0,25% e Nasdaq caiu 0,75%. (InfoMoney)

Lula diz que só subirá em palanques nas eleições sem risco de ‘revés no Congresso’

A quatro meses das eleições municipais, o presidente Lula afirmou nesta quinta-feira que terá cuidado ao decidir em que palanques subir. Preocupado com a base frágil no Congresso, que vem acumulando derrotas nas últimas semanas, ele quer evitar melindrar partidos aliados. “Embora eu pertença a um partido político, eu tenho uma base de apoio no Congresso que extrapola meu partido. Então eu tenho que levar em conta, nas cidades [em que] esses partidos que me apoiam estão disputando, quem são os adversários”, afirmou à rádio Verdinha, de Fortaleza. “Vou fazer campanha para os candidatos que eu acho que vão melhorar a vida do povo. Mas com muito cuidado, porque também não posso ser pego de surpresa e ter um revés no Congresso Nacional de descontentamento.” E, mais uma vez, disse que pode concorrer à reeleição em 2026 para evitar a vitória de “negacionistas”. (Folha)

Poetisa Adélia Prado vence o Prêmio Machado de Assis de 2024

A poetisa e escritora Adélia Prado é a vencedora do Prêmio Machado de Assis deste ano, a maior honraria oferecida pela Academia Brasileira de Letras (ABL) e um dos mais tradicionais e prestigiados reconhecimentos literários do país. Nascida em Divinópolis, Minas Gerais, em 1935, é considerada por muitos como a maior poetisa do Brasil ainda viva, sendo elogiada por grandes mestres, como Carlos Drummond de Andrade. Trabalhou como professora por 24 anos, antes de se consagrar como escritora, publicando mais de 20 livros, abordando temas como vida interior, religiosidade e o feminino. Ela receberá R$ 100 mil pela premiação, oferecida aos vencedores pelo conjunto de suas obras. (Globo)

Aos 102 anos, sobrevivente do Holocausto estampa Vogue alemã

Para ler com calma. Margot Friedländer, cujo sobrenome de solteira é Bendheim, nasceu em Berlim em 1921. Ela passou o início da guerra com a mãe e o irmão mais novo, Ralph, depois que seus pais se separaram. Eles tinham planos de fugir do país, mas em 1943 seu irmão foi preso pela Gestapo. A mãe confrontou os nazistas e acabou sendo deportada para Auschwitz com o filho, onde ambos foram assassinados. Antes de partir, deixou um bilhete para a filha: “Tente melhorar a sua vida”. Aos 21 anos, Margot se escondeu, mas acabou traída e foi enviada ao campo de Theresienstadt em 1944. Hoje, aos 102 anos, estrela a capa da edição de julho/agosto da Vogue Alemanha, que tem como tema o amor. “Sou grata. Grata por ter conseguido. Por poder realizar o desejo da minha mãe. De ter feito a minha vida”, diz a sobrevivente do Holocausto. Ela, no entanto, não é a mulher mais velha na capa da Vogue. Em abril do ano passado, a edição filipina da revista foi estampada com a tatuadora Apo Whang-Od, também conhecida como Maria Oggay, de 106 anos. (CNN)

Quando um anônimo Chico Buarque cantou para uma plateia vazia no Rio de Janeiro

Chico em 1966, ano de lançamento do seu primeiro álbum e do show para os alunos do Colégio Santo Inácio

Aquela tarde de 1966 navega na memória do economista carioca Paulo Gadelha, de 75 anos. Foi quando organizou com amigos o show de um cantor e compositor desconhecido chamado Francisco Buarque de Hollanda. Uma apresentação para poucas pessoas, voz e violão, no colégio onde estudavam, o Santo Inácio, tradicional escola de classe média e alta no bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Ontem, dia em que Chico completou 80 anos, Gadelha mergulhou no passado. Abaixo, seu relato para os leitores do Meio:

TikTok chama lei que obriga sua venda nos EUA de ‘demagogia política’

A defesa do TikTok chamou a lei americana que obriga a plataforma de vídeos a ser vendida ou proibida nos Estados Unidos de “demagogia política” e pediu sua anulação. A petição apresentada nesta quinta-feira pela big tech e por um grupo de oito criadores de conteúdo segue os argumentos de alegações anteriores, de que a legislação aprovada pelo Congresso e sancionada pelo governo Biden viola a Primeira Emenda da Constituição, que garante a liberdade de expressão. De acordo com o texto, a lei “estabelece um precedente perigoso que permite aos ramos políticos visarem uma plataforma de discurso desfavorecida e forçá-la a vender ou a ser encerrada”. A companhia incluiu um rascunho de acordo de segurança nacional que propôs ao governo, em agosto de 2022, que dava a Washington um poder extraordinário sobre suas operações em território americano, o que foi recusado por ser considerado insuficiente pela gestão Biden. Cerca de 170 milhões de pessoas utilizam o aplicativo no país. Espera-se que o pedido do TikTok seja analisado pela Justiça no próximo mês. (Washington Post)

Lira admite desgaste com aborto e põe freio em projetos ideológicos

A aceleração da tramitação do projeto de lei Antiaborto desgastou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Ele sinalizou a interlocutores que vai frear projetos considerados polêmicos. Propostas como a proibição de delações premiadas de presos e anistia a partidos políticos só devem ser analisadas no segundo semestre. A avaliação de aliados é que ele não quer assumir a responsabilidade por pautas polêmicas sozinho. Lira quer concentrar esforços na regulamentação da reforma tributária antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho. A expectativa é que os dois grupos de trabalho que analisam a reforma tributária apresentem seus relatórios na primeira semana de julho para votação na semana seguinte. (Folha)